Publicado em: 15/06/2026
Durante
muitos anos, pacientes com fibromialgia sofreram com a dificuldade em conseguir
um diagnóstico da doença. Isso por que se trata de uma doença silenciosa que
não está nos músculos nem nas articulações, mas sim no cérebro. Imagine que o
seu sistema nervoso funciona como um rádio e que o volume da dor é ajustado
conforme a necessidade. Quando você corta o dedo, aumenta o volume. Quando toma
um remédio, diminui. Na pessoa com fibromialgia é como se o botão estivesse
travado no máximo. Até mesmo estímulos não dolorosos, como um abraço, por
exemplo, são interpretados pelo cérebro como dor intensa. É o que chamamos de
Sensibilização Central.
O
cérebro da pessoa com fibromialgia gasta tanta energia tentando processar esses
estímulos irregulares que fica sem forças para realizar outras atividades, como
processar uma informação ou se lembrar de um compromisso. Como todo o problema
acontece no cérebro, muitas pessoas que sofrem com essa condição já ouviram que
sentem uma dor invisível. Apesar de se tratar de uma disfunção neuroquímica, a
dor pode se manifestar em todas as partes do corpo.
A
fibromialgia pode até ser invisível aos olhos, mas ela é real para quem sente,
por isso, deve ser levada a sério. Viver com fibromialgia é enfrentar desafios
que nem todos conseguem ver, mas que você sente em cada movimento, todos os
dias. O cansaço extremo e as dores constantes pesam, mas eles não definem quem
você é, nem limitam quem você ainda pode ser. A fibromialgia não precisa ser o
fim da sua produtividade ou dos seus momentos de lazer. Existe um caminho para
retomar o controle da sua rotina através de um acompanhamento humano,
especializado e verdadeiramente atento às suas necessidades.
Lembrando
que a meta no tratamento da FM é aliviar os sintomas com melhora na qualidade
de vida. A FM não traz deformidades ou sequelas nas articulações e músculos,
mas os pacientes apresentam uma má qualidade de vida. Com uma abordagem
integrada e personalizada, é possível silenciar a dor e devolver a energia que
você achou que tinha perdido.
Sua dor não é invisível,
ela só precisa do olhar certo.
Campo Mourão
Dra. Maria Fernanda Nunes
| CRM-PR 35348 | RQE
25337 | RQE 38055
Anestesiologista
e Medicina da Dor.