Publicado em: 15/06/2026
Nos
primeiros meses de vida, o bebê passa por uma fase intensa de crescimento e
descobertas. Nesse período, pequenos sinais na postura, no comportamento ou no
formato da cabeça merecem atenção especial dos pais. Uma das alterações mais
comuns nessa fase é o torcicolo congênito, condição que pode estar diretamente
relacionada ao surgimento das assimetrias cranianas posicionais.
Na
minha prática clínica, observo que, quando o bebê apresenta tensão muscular ou
encurtamento na região do pescoço, ele passa a movimentar menos a cabeça para
um dos lados, mantendo sempre a mesma posição de apoio. Como o crânio ainda
está maleável nos primeiros meses, essa pressão repetitiva pode alterar o
formato da cabeça. O torcicolo congênito acontece quando existe limitação ou
preferência postural cervical desde os primeiros dias de vida. Nem sempre o
bebê sente dor, por isso muitos casos passam despercebidos no início. Sinais de alerta que sempre oriento os pais
a observarem:
• Cabeça inclinada frequentemente para um
lado;
• Preferência em olhar sempre para o mesmo
lado;
• Dificuldade para mamar em um dos seios;
• Irritabilidade ao mudar de posição;
• Dificuldade para girar totalmente a cabeça;
• Cólicas frequentes e desconforto corporal.
Quando o bebê apoia a cabeça sempre no mesmo ponto, pode ocorrer achatamento ósseo progressivo. Estudos internacionais mostram que deformidades cranianas posicionais podem acometer uma parcela importante dos bebês, nos primeiros meses de vida, especialmente entre 2 e 4 meses. Os 3 principais tipos de assimetria craniana:

O tratamento preventivo é
sempre a melhor escolha!
Nos
primeiros meses de vida, o crânio apresenta alta capacidade de remodelação natural
e o bebê responde melhor aos estímulos terapêuticos. Por isso, sempre reforço
que identificar cedo costuma trazer resultados mais rápidos e eficazes. No meu atendimento clínico, utilizo
técnicas delicadas e específicas para bebês, com foco em:
• Relaxamento e tratamento das tensões
musculares;
• Ganho da mobilidade do pescoço;
• Correção da assimetria craniana;
• Estímulos motores adequados para cada fase
do desenvolvimento;
• Orientações sobre reposicionamento em casa;
• Melhora de episódios de cólica, disquesia e
refluxo;
• Acompanhamento personalizado conforme cada
necessidade do bebê.
Quanto
antes iniciar o acompanhamento, maiores costumam ser as chances de correção
conservadora, muitas vezes evitando agravamentos futuros, pois um olhar atento
transforma o desenvolvimento do bebê. Pequenas alterações, no início, podem
evoluir rapidamente durante a fase de maior crescimento craniano. Por isso,
sempre oriento os pais: observar sinais precoces e buscar avaliação
especializada pode fazer toda a diferença para o conforto, simetria e
desenvolvimento saudável do bebê. Os primeiros meses representam uma verdadeira
janela de ouro para prevenção e tratamento.
Campo Mourão
Dra. Luana Araújo Mouscofsque | CREFITO 8 423474-F
Fisioterapeuta Pediátrica - Proprietária da Clínica Habilitare. Especializada em Desenvolvimento Motor infantil, Assimetria craniana e Torcicolo neuromuscular congênito. Atendimentos embasados no Método Cuevas Medek Exercises (CME).