Publicado em: 21/09/2026
Existe
uma grande diferença entre gostar de café e depender dele para conseguir passar
pelo dia. Se você acorda e só consegue "ligar" depois da primeira
xícara... Se precisa de outro café logo após o almoço para espantar o sono...
Mais um no meio da tarde para continuar produzindo... E ainda recorre a outro
antes do treino para encontrar energia...
Talvez
o café não seja a solução. Talvez ele esteja apenas ocultando um problema que
merece atenção. Nosso organismo foi programado para produzir energia de forma
contínua. Quando essa capacidade começa a falhar, o corpo frequentemente envia
sinais antes mesmo de qualquer doença ser percebida. A necessidade crescente de
estimulantes é um deles. Em vez de investigar por que o cansaço apareceu,
muitas pessoas simplesmente aumentam a quantidade de café, acreditando que
encontraram a resposta.

O
problema é que disposição e estimulação não são a mesma coisa. Sentir-se mais
disposto por algumas horas não significa que o organismo recuperou sua
capacidade de gerar energia. Significa apenas que a percepção do cansaço foi
temporariamente reduzida, enquanto a causa que levou ao esgotamento permanece
presente. Por trás dessa fadiga podem existir diversos mecanismos biológicos.
As células podem estar produzindo menos energia do que deveriam; os nutrientes
podem não estar sendo utilizados de maneira eficiente; alterações hormonais
podem comprometer a comunicação entre os tecidos e processos inflamatórios
silenciosos podem consumir recursos que deveriam estar sustentando o
metabolismo normal. Nenhum desses problemas é resolvido simplesmente aumentando
a quantidade de cafeína.
É
justamente por isso que, com o passar do tempo, muitas pessoas percebem que uma
xícara já não produz o mesmo efeito de antes. O que antes era um hábito
prazeroso passa a se transformar em uma necessidade para conseguir desempenhar
tarefas que, de forma autônoma, o organismo deveria realizar sem depender de um
estimulante.
O
café pode fazer parte de um estilo de vida saudável, e não há problema algum em
apreciá-lo. O que merece atenção é quando ele deixa de ser uma escolha e passa
a ser uma condição para conseguir funcionar. Nesses casos, talvez a pergunta
mais importante não seja quanto café você precisa tomar, mas por que seu
organismo deixou de produzir a energia que deveria gerar naturalmente.
É justamente esse o foco do meu trabalho. Em vez de apenas aliviar o sintoma, procuro identificar quais mecanismos biológicos estão comprometendo a produção de energia de cada paciente. Isso inclui investigar alterações metabólicas, hormonais, inflamatórias, nutricionais e mitocondriais que, muitas vezes, passam despercebidas, mas reduzem significativamente a capacidade do organismo de produzir energia. A partir dessa investigação, é possível desenvolver um tratamento direcionado às causas do problema, e não apenas às manifestações do cansaço.
Umuarama-PR
Dr. Conrado Tepedino
Giusti | CRM-PR 56146
| RQE 35660
Clínica
Médica, Especialista em Nutrologia, Endocrinologia, Reprogramação epigenética e
Modulação Intestinal.